As estações mudam, os governos passam e as circunstâncias da vida nem sempre oferecem a segurança que desejamos. Em meio a tudo isso, a igreja encontra seu fundamento em Jesus Cristo. Ele permanece o mesmo, e sua fidelidade sustenta nossa caminhada mesmo quando estamos cansados ou cercados de perguntas.

Na mensagem compartilhada por Erisson no Culto da Família, na Catedral do Avivamento, fomos convidados a olhar novamente para essa verdade: Deus é fiel à sua palavra. A lembrança do sacrifício de Jesus e a esperança de sua volta precisam continuar vivas em nosso coração, dando sentido à adoração, ao serviço e à maneira como nos relacionamos com as pessoas.

Essa reflexão alcança tanto quem já caminha há muitos anos na fé quanto quem está começando a conhecer Jesus. Todos somos chamados a renovar nossa confiança naquele que cumpre o que promete.

A fidelidade de Deus atravessa a história 01:21:56

Ao longo das Escrituras, encontramos acontecimentos que revelam o cuidado de Deus com aquilo que anunciou. O nascimento de Isaque, apresentado em Gênesis 21:1-3, recorda a promessa feita a Abraão e Sara. Mesmo diante da velhice, o Senhor cumpriu sua palavra.

A libertação de Israel da escravidão, lembrada em Êxodo 12:31-42, e a chegada à terra prometida, em Josué 21:43-45, também apontam para essa fidelidade. As dificuldades enfrentadas pelo povo não apagaram aquilo que Deus havia declarado.

Em Jeremias 1:12, o Senhor afirma que está vigiando para que sua palavra se cumpra. Essa declaração oferece segurança ao nosso coração. Nossas emoções oscilam; há dias em que estamos animados e outros em que a preocupação parece ocupar todo o espaço. A fidelidade de Deus, porém, permanece.

Conhecer essas passagens nos ajuda a reconhecer quem é o Senhor em quem cremos. Nossa confiança cresce quando nos aproximamos dele e de sua Palavra. Assim, aprendemos a atravessar as diferentes estações da vida sustentados pelo caráter de Deus.

A cruz e as perguntas durante a espera 01:25:04

A leitura de Mateus 27:45-50 nos conduz ao sofrimento e à morte de Jesus. Depois dos ensinamentos, das curas e dos milagres, chegamos ao momento em que ele entrega o espírito na cruz.

Desde o anúncio de seu nascimento, havia uma promessa: Jesus salvaria seu povo dos pecados, conforme Mateus 1:21. Diante da crucificação, a mensagem nos convida a considerar como aquela cena poderia ter sido dolorosa para seus discípulos, familiares e amigos. Aos olhos de quem acompanhava seu sofrimento, tudo poderia parecer encerrado.

Também enfrentamos períodos em que a espera enfraquece nossa convicção. Podemos recordar o cuidado de Deus e, ainda assim, olhar para o calendário com inquietação. O cansaço, as aflições e a demora podem trazer perguntas sobre aquilo em que temos crido.

Reconhecer essas perguntas nos leva a apresentar ao Senhor nossa necessidade de renovação. Ele conhece nossa fragilidade. A caminhada de fé inclui momentos em que precisamos voltar à Palavra e pedir que nossa esperança seja fortalecida.

A cruz nos chama ainda a recuperar a profundidade da Ceia do Senhor. Participar desse momento envolve lembrar o sacrifício de Jesus com gratidão e atenção. O costume de estar nos cultos precisa ser acompanhado por um coração sensível ao significado daquilo que celebramos.

Ressuscitou como tinha dito 01:33:02

Ao passar para Mateus 28:1-6, encontramos Maria Madalena e a outra Maria diante do sepulcro. Ali, elas recebem a notícia da ressurreição de Jesus. O anúncio do anjo destaca que ele ressuscitou como havia dito.

Essa verdade ocupa o centro da mensagem. A morte e o sepulcro não impediram o cumprimento da palavra de Jesus. Aquilo que parecia o encerramento da história foi seguido pela manifestação de sua vitória.

A ressurreição renova nossa confiança no Senhor. O mesmo Jesus que cumpriu o que havia anunciado prometeu voltar para buscar sua igreja. O passar dos anos não deve apagar essa esperança nem transformar sua promessa em uma frase que repetimos sem considerar seu significado.

Somos convidados a examinar nosso coração: a participação nos cultos tem aprofundado nosso desejo de estar com Cristo? Ao lembrar seu sacrifício, temos renovado também a esperança de encontrá-lo?

A mensagem nos chama a cultivar esse anseio com amor. Assim como uma noiva aguarda o casamento, a igreja é convidada a desejar o encontro com seu Senhor. Essa esperança pode renovar nossa disposição para viver cada dia na presença dele.

Uma esperança que move a missão e alcança gerações 01:35:44

Em Mateus 28:19-20, Jesus envia seus discípulos para fazer discípulos de todas as nações, batizando e ensinando a guardar suas orientações. Junto ao chamado, ele assegura sua presença todos os dias, até o fim dos tempos.

A convicção de que Jesus é fiel fortalece nossa disposição para obedecer. Quando essa certeza encontra espaço em nós, ela alcança a maneira como servimos, cantamos, oramos e anunciamos o evangelho. Cada atividade da vida cristã ganha profundidade quando nos lembramos de quem é aquele a quem servimos.

O excesso de tarefas e o cansaço podem diminuir nossa atenção à promessa. Até as responsabilidades dentro da igreja podem ocupar tanto espaço que deixamos de cultivar o relacionamento com Jesus. Por isso, precisamos pedir ao Senhor renovação de fé, esperança e amor por sua presença.

Essa responsabilidade também envolve as próximas gerações. Há crianças crescendo entre nós, e a mensagem recebida precisa chegar a elas. Pais, familiares e igreja são chamados a transmitir a confiança na fidelidade de Deus e a esperança da volta de Cristo.

Não sabemos o dia nem a hora de seu retorno. Podemos, contudo, viver hoje em obediência, compartilhar o evangelho com quem está perto e ensinar aos mais novos a conhecer e amar Jesus.

Para aplicar

  • Volte à Palavra: leia as passagens mencionadas e observe como elas revelam a fidelidade de Deus.
  • Ore com sinceridade: apresente ao Senhor seu cansaço, suas perguntas e sua necessidade de renovação.
  • Participe com atenção: ao adorar e celebrar a Ceia, medite no sacrifício de Jesus e na esperança de sua volta.
  • Compartilhe o evangelho: fale de Cristo com familiares e amigos, confiando naquele que prometeu estar conosco.
  • Cuide da próxima geração: converse com as crianças sobre Jesus e transmita, no cotidiano, a esperança que você recebeu.