A paz do Senhor Jesus a todos os irmãos e visitantes! É com imensa alegria que compartilhamos a poderosa mensagem ministrada em nosso culto da família. Em dias nos quais somos bombardeados por diversas distrações e opções que clamam pela nossa atenção, fomos levados a refletir sobre um princípio fundamental que o Senhor nos concedeu: o poder de escolha e de decisão.
Através das Escrituras, somos lembrados do amor incondicional de Deus que, como está escrito em João 3:16, alcançou o mundo inteiro de tal maneira que deu Seu Filho para que todo o que n'Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Esse amor não é seletivo; ele alcança a todos, independentemente de onde estejam. No entanto, para vivermos a plenitude do que Ele tem para nós, precisamos alinhar o nosso coração, fazer boas escolhas e, acima de tudo, não nos esquecer daquilo que Ele nos prometeu, mesmo que as circunstâncias da vida tentem nos dizer o contrário.
O Direito de Escolha e a Verdadeira Prioridade 00:41:35
O Senhor nos deu o direito de escolha, mas existe uma diferença profunda entre escolher e priorizar. No Evangelho de Marcos 12:41, Jesus senta-se em frente ao lugar onde eram colocadas as contribuições e observa a multidão. Ele vê os ricos lançando grandes quantias, mas destaca a atitude de uma viúva pobre que colocou duas pequenas moedas, declarando que ela deu mais do que todos os outros.
O texto é revelador ao mostrar que Jesus não interveio nas escolhas daquelas pessoas antes que ofertassem. Ele lhes deu o direito de agir e decidir por si mesmos. No entanto, ao observar, Ele não estava apenas olhando para o valor financeiro, mas evidenciando a prioridade que havia no coração de cada adorador. A multidão ofertava daquilo que sobrava, enquanto a viúva entregou tudo o que possuía.
No nosso dia a dia, também nos deparamos constantemente com o direito de escolha diante de compromissos familiares, profissionais, dificuldades diárias e lazer. Jesus não nos obriga a nada, Ele nos concede liberdade. Porém, a nossa prioridade reflete o que realmente queima em nosso coração e o lugar que o Reino de Deus ocupa em nossas vidas. A viúva depositou ali a sua total dependência em Deus. Assim como Caim, Abel e Abraão tiveram que tomar decisões no passado, nós também somos chamados a decidir se serviremos ao Senhor apenas por costume ou por absoluta prioridade de coração.
O Tempo da Visitação e o Cumprimento da Promessa 01:14:48
Muitas vezes, a espera nos desgasta e enfraquece a nossa visão espiritual. No livro de Gênesis 21:1, lemos: "O Senhor visitou a Sara como lhe dissera, e o Senhor cumpriu em Sara o que lhe havia prometido." Esse versículo estabelece um tempo poderosíssimo de visitação, um conceito que muitos têm deixado esfriar nos tempos modernos.
O que garante a continuação da história e o cumprimento do milagre não é o fato de Sara ou Abraão serem perfeitos. A promessa não se cumpre pela excelência humana, mas pela simples presença e fidelidade Daquele que fez a promessa. O cenário era de absoluta impossibilidade: Sara e Abraão estavam com seus corpos físicos envelhecidos, já sem condições naturais para gerar um filho. Para a medicina, não havia caminho. Mas o governo daquela situação não repousava na debilidade de um corpo velho, e sim no poder de uma Palavra que não envelhece.
Deus visitou Sara porque, um dia, o ouvido dela escutou que Ele a visitaria e a faria mãe de uma nação. A pergunta que ecoa para nós hoje é: O que foi que o seu ouvido escutou de Deus? O que Ele falou para você nos lugares secretos de oração ou durante os afazeres da sua caminhada diária? Deus não brinca com os nossos sentimentos; quando Ele fala, a promessa já passa a existir no reino espiritual. O nosso desafio é apenas continuar caminhando até que o tempo da visitação se manifeste no natural.
Não Seja Refém das Emoções, Firme-se na Palavra 01:33:14
A espera entre o momento da promessa e o seu cumprimento real foi de 25 longos anos. E não nos enganemos, esses 25 anos maltrataram a alma e abriram brechas emocionais em Abraão e Sara, a ponto de tomarem decisões precipitadas ao longo do caminho, como a união com Agar. Só quem confia plenamente no Senhor não se perde de vez diante dos ataques emocionais da vida, que sempre existirão.
Os olhos não emitem som, mas emitem recados e absorvem o ambiente. Se você focar demais naquilo que os seus olhos veem agora — as impossibilidades, os problemas e as limitações — o seu lado emocional tentará abafar e calar aquilo que o seu ouvido espiritual recebeu do Senhor. Limpe a "esponja" da sua alma. Resgate a memória das coisas que só o seu ouvido escutou de Deus. Não importa quem dirá lá na frente "quem diria que isso aconteceria com ele ou com ela?". O que importa é saber Quem foi que disse que aconteceria. Não seja um sabotador do seu próprio futuro, não seja refém das suas emoções ou da falta de esperança. Toda vez que você se levantar, não se levante baseando-se no que você é hoje, mas levante-se crendo em quem você será em Deus.
Para aplicar
- Avalie suas prioridades: Reserve um momento na sua semana para analisar se as suas escolhas diárias estão refletindo a prioridade que o Reino de Deus deve ter na sua vida e nos seus relacionamentos.
- Resgate as promessas: Escreva as promessas que Deus já lhe fez e que estão guardadas no coração, para não esquecê-las ou minimizá-las diante das adversidades do momento.
- Filtre a sua visão: Não permita que as circunstâncias contrárias que os seus olhos físicos veem calem a voz de Deus que os seus ouvidos espirituais um dia escutaram.
- Vença os ataques emocionais: Quando a dúvida e o desânimo vierem, não negocie os seus princípios; declare em voz alta a Palavra de Deus, submetendo os seus sentimentos à soberania do Senhor.
- Seja intencional na gratidão: Traga a sua oferta, a sua adoração e o seu tempo ao Senhor não por dor ou obrigação, mas pela alegria genuína e pela escolha livre de servi-Lo.
